Arquitetura de Soluções

por Waldemir Cambiucci

Do MTS e COM+ ao Windows Server AppFabric e Windows Azure

Olá pessoal, tudo certo?

Algum leitor se lembra do Component Services? 🙂 Com certeza, muitos por aqui já viram a tela abaixo:

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Na verdade, o Component Services está muito mais presente hoje em dia do que podemos imaginar. Ainda encontro diversos projetos no mercado baseados em componentes COM, publicados em servidores dedicados para uma camada de componentes de negócio.

Mas essa história começou faz tempo, na verdade, há mais de 10 anos  com o Windows NT Server 4.0 e seu famoso Option Pack, que trazia para o mercado o MTS – Microsoft Transaction Server, permitindo a hospedagem e administração de componentes COM escritos em diversas linguagens, como o VB6. Entre os principais componentes dessa infraestrutura tínhamos o Microsoft Distributed Transaction Coordinator (MSDTC), o Microsoft Transaction Server (MTS) e o IIS 4.0 que faziam as bases para aplicações distribuídas no modelo Windows DNA – Windows Distributed interNet Applications.

Mais tarde, a família Windows 2000 trazia o MTS com um novo nome, o COM+, com novos recursos e melhorias para aplicações distribuídas.

O resto a gente já sabe: vieram o .NET 1.0, 1.1, 2.0, 3.0, 3.5, 4.0 que deram um salto extraordinário na plataforma de desenvolvimento Microsoft. Talvez o maior benefício dessa evolução tenha sido a simplificação do processo de desenvolvimento, com tecnologias integradas em torno dos principais desafios de um software, como a apresenção, a comunicação, o acesso a dados, a manipulação de estruturas, processos, workflows e serviços. O ambiente Visual Studio é parte crítica dessa evolução, sem dúvida!

Nessa mesma época, vimos uma tendência crescente em TI, para uma maior comunicação entre sistemas de diferentes empresas. Vieram os Web Services baseados em protocolos SOAP, XML e HTTP, facilitando a troca de dados entre redes distintas, cruzando Firewalls através de portas 80/443 abertas de forma padronizada. Vale lembrar que o modelo COM/DCOM obedecia uma comunicação via TCP, comum uma faixa de portas TCP que precisava ser aberta quando componentes COM se comunicavam a partir de segmentos de redes disitintos e separados por Firewalls. Alguém aqui ainda enfrenta esse tipo de configuração? Veja o artigo How to troubleshoot MS DTC firewall issues (http://support.microsoft.com/kb/306843).

Então, topologias de soluções se tornavam mais integradas, como o exemplo da figura abaixo:

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Ao longo dos últimos anos, o uso crescente de serviços com o Windows Communication Foundation (WCF) e camadas de apresentação com ASP.NET WebForms ou ASP.NET MVC tem colaborado para cenários mais sofisticados de aplicações. Combinações com workflows de processos construídos em Windows Workflow Foundation (WF) e camadas de persistência usando ADO.NET e Entity Framework tornaram ainda mais fácil a construção de soluções tão sofisticadas quanto comuns hoje em dia.

Hoje, pensamos em aplicações Web, Desktop, Mobile, Cloud, SOA, RIA, entre outras combinações, como extensões para ambientes de CRM, ERP, SUPPLY CHAIN, SAAS, etc. Enquanto que o céu é o limite, um número maior de usuários acessam nossas aplicações a partir de milhares de dispositivos diferentes, não mais apenas de um PC, mas a partir de qualquer lugar, a todo momento. Essa é a definição básica que serve como contexto para nossas aplicações hoje em dia!!! O mundo mudou!!!

Na ponta dessa evolução temos hoje o Windows Server AppFabric, oferecendo recursos de Hospedagem (Hosting), Caching, Persistência de workflows, Monitoração, Administração para serviços WCF e workflows WF sobre a plataforma Microsoft, para a infraestrutura de servidores de aplicações nas empresas.

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E torna-se de domínio público uma arquitetura de soluções obedecendo o seguinte desenho geral, integrando recursos de hospedagem, monitoração, caching, persistência de workflows e balanceamento de carga:

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Sem dúvida, os últimos 10 anos foram bem interessantes, entre 2001 a 2011! Agora imagine como serão os próximos 10 anos, de 2011 a 2021. Já imaginou?

Com certeza, Computação em Nuvem e Windows Azure com seu Azure AppFabric serão determinantes nessa próxima década. Infraestruturas integradas entre on-premise e cloud já são uma realidade, como vemos na figura a seguir:

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Que tal uma Leitura Obrigatória só para manter o clima? 🙂 🙂

Windows Server AppFabric Key Architectural Components
Ref.: http://msdn.microsoft.com/en-us/library/gg132894.aspx

Enterprise-Scale AppFabric Architecture and Deployment Topologies
Ref.: http://msdn.microsoft.com/en-us/library/gg132889.aspx

e por que não….

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Por enquanto é só! Até o próximo post 🙂

Waldemir.