Arquitetura de Soluções

por Waldemir Cambiucci

S+S Day : o SWOT Analysis e o trade-off entre controle e economia de escala

Olá pessoal, tudo certo?


Ainda sobre Software + Services, falamos rapidamente aqui sobre algumas questões relevantes quando pensamos sobre o S+S e nossa arquitetura.


Enquanto novas perguntas vão aparecendo, também vale a pena fazer um mapa da arquitetura atual de nossas empresas, para conhecê-la melhor. Já que falamos de Negócio Ágil, uma ferramenta bem interessante para esse estudo é o SWOT Analysis, você conhece?


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O SWOT Analysis envolve um estudo sobre Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats) relacionadas ao cenário-alvo. Em nosso caso, podemos colocar nossa arquitetura de soluções definida para a empresa e avaliar seus pontos fortes, suas fraquezas ou pontos de melhorias, suas oportunidades e possíveis ameaças. Em relação às ameaças, podemos fazer uma adaptação do conceito original e pensar quais serão as tendências ou inovações do setor que farão com que a solução aplicada se torne obsoleta ou desatualizada ao longo do tempo. Essa ferramenta é bem indicada para soluções construídas por ISV’s – Independent Software Vendor’s, por exemplo, sendo aplicável também para cenários no entreprise. Nesse último caso, Ameaças serão representadas por soluções de terceiros ou recursos que não tratamos em nossa arquitetura.


Outra análise bem interessante é sobre a aderência entre CONTROLE vs. ECONOMIA DE ESCALA. Essa questão foi bem tratada pelo Otávio, na sessão de fechamento do S+S Day. Veja os slides aqui.


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Em resumo, podemos classificar nossas aplicações quanto a necessidade por controle ou por economia de escala. Quanto maior o controle, mais indicada para o ambiente auto-hospedado, local em servidores do enterprise. Quanto maior a economia de escala, maior sua aderência para o ambiente elástico da computação na nuvem. O desenho abaixo representa essas opções:


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O estudo ainda pode avaliar a decisão sobre “construir” o software ou “comprar” o software, fornecendo mais uma variável para nossa definição de arquitetura. De acordo com a maturidade de nossa TI e das ofertas de mercado, existem cenários onde podemos comprar um software de prateleira, ao invés de mantê-lo doméstico, com equipes especializadas em sua evolução e manutenção. Colocando tudo junto, teremos a decisão entre compra e construção versus on-premise e nuvem, como vemos a seguir:


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Nunca é demais lembrar que a essência da visão Software + Services é a combinação, a composição desses mundos de acordo com a necessidade e estratégia da empresa.


Enfim, os arquitetos de soluções, infra-estrutura e enterprise deverão cada vez mais pesar essas várias questões, para a construção da TI do futuro. Vale comentar que essa análise foi inicialmente proposta pelo arquiteto Gianpaolo Carraro, nosso velho conhecido de outros RAF’s Brasil.


Por enquanto é só! Até o próximo post 🙂


Waldemir.