[Azure] SQL Server Stretch Database Overview


O Stretch Database é uma feature disponível a partir do SQL Server 2016 que permite armazenarmos parte dos dados de um banco SQL Server no Azure. Com o Stretch Database temos um exemplo de solução híbrida, onde parte dos dados estão on-premises (local) e parte no Azure.

Atualmente é possível armazenar até 240 TB no Azure com dados de tabelas Stretch.

Apesar do nome da feature ser Stretch Database, na prática, a configuração é por tabela.

A forma mais simples de habilitar o Stretch Database é através do SSMS: botão direito no banco > Tasks > Stretch > Enable. Neste wizard podemos escolher quais tabelas configurar e o wizard dirá se a tabela atende todos os pré-requisitos. Importante frisar que é necessário ter uma assinatura no Azure e que por hora, nem todas as regiões do Azure oferecem este serviço.

Se o cliente desejar, ele pode deixar parte dos dados de uma tabela on-premises e parte dos dados na nuvem (como em um particionamento). Para aplicar este "particionamento" é preciso definir uma função T-SQL com a regra do que deve ser enviado para o Azure; na hora de habilitar o stretch para a tabela, informamos o nome da function como um filter_predicate. Exemplo:

-- função com a lógica do "particionamento"
create function dbo.fn_filtro_stretch(@dt datetime)
returns table
with schemabinding  
as  
return select 1 as linha_elegivel
       where @dt < '20170701 00:00:00'
go
-- habilitar o stretch na tabela com a lógica de particionamento:
alter table t1 set ( remote_data_archive = on (
   filter_predicate = dbo.fn_filtro_stretch(data_pedido),
   migration_state = outbound
) );

Os dados enviados para o Azure não podem ser modificados.

Depois de enviar os dados para o Azure é possível traze-los de volta para o on-premises, mudando o migration_state para inbound:

alter table t1
   set ( remote_data_archive = on ( migration_state = inbound ) ) ;
go

Para mensurar o espaço utilizado por uma tabela Stretch, podemos utilizar o comando sp_spaceused com a opção remote_only:

-- espaço utilizado no Azure:
exec sp_spaceused 'Pedidos', 'true', 'remote_only';
go

Para monitorar a sincronização dos dados para o Azure temos a DMV sys.dm_db_rda_migration_status que exibe os 200 ciclos mais recentes de sincronização dos dados. Essa DMV também será útil para identificar problemas de conectividade.

O Stretch Database é interessante para o armazenamento de cold data, ou seja, dados que precisam ser armazenados por longos períodos, mas que serão consultados raramente. Com essa abordagem o cliente pode reduzir significativamente o custo de armazenamento e também reduzir o tamanho do banco de dados, o que refletirá na redução do custo de operações de backup, reindex, etc.

Os dados armazenados no Azure são criptografados, possuem backup automático e HA/DR.

Tabelas que participam de replicação, In-Memory OLTP, change tracking, CDC, filestream, não suportam o Stretch Database.

Para ter acesso a mais conteúdo, consulte a documentação da feature:

https://docs.microsoft.com/en-us/sql/sql-server/stretch-database/stretch-database

Até +

 

Silas

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