A Web morreu?


Um dos debates mais interessantes da semana foi sobre a Web – se ela é e continuará sendo aberta ou não.

Chris Anderson (editor da revista Wired) e Michael Wolff (jornalista) escreveram um artigo com o título provocador “The Web Is Dead. Long Live the Internet”. Vale a leitura.

Eles argumentam que usamos cada vez menos o browser e cada vez mais dispositivos como Xbox, SmartPhones, iPads/Slates, eReaders, etc., e chegamos a ter hoje o HTML como responsável por menos de ¼ do tráfego da rede.

Argumentam também que temos menos tempo para procurar na Web conteúdos (seja vídeo, notícia ou outros) e mais e mais subscrevemos conteúdos Premium em busca da facilidade, melhor uso do tempo e garantia de qualidade.

Neste universo, os aplicativos voltam a reinar como canais que podem consumir o conteúdo da Web através de protocolos REST, RSS ou outro.

Há muito a Microsoft trabalha nesta tendência denominando-a por vezes de Software+Serviços, por outra de 3-Telas e a Nuvem. Nos últimos anos ela tem mirado boa parte dos seus esforços para que isto possa ser realidade também nos seus aplicativos. Exemplos:

  • O Silverlight ou o WPF como interfaces ricas que consomem facilmente serviços da Web;
  • O uso do protocolo oData (ver em oData.org) como nativo na plataforma .Net para tornar simples a interação entre aplicativos e dados na Internet;
  • O uso do XNA e Silverlight em dispositivos como o Xbox e o Windows Phone 7, unificando o desenvolvimento de aplicativos e jogos em várias plataformas;
  • A disponibilidade do Azure para que você coloque seu serviço ou dado (dê uma olhada no projeto Dallas) disponíveis para os aplicativos remotos;
  • Serviços como o Messenger, BPOS e outros que oferecem serviços hospedados na nuvem e clientes ricos para cada tipo de dispositivi,

Neste contexto, o browser (HTML) é só mais é mais uma forma de visualizar a Web.

É claro que o artigo fala também da questão negócio. Amarrar o conteúdo de livros ou música a um dispositivo é uma questão de negócio que caberá ao consumidor aceitar ou não. Porém, concordo que o browser não reina mais sozinho e que temos que conhecer e nos preparar para esta nova tendência.

A Microsoft aposta que esta tendência exigirá também a interoperabilidade. O oData, por exemplo, é aberto (ele usa a Open Specification Promise) e usa protocolos pré-existentes do W3C.

Por fim, meu lembrete: as visões de Software+Serviços e de 3-Telas e a nuvem já têm mais de 3 anos. A infraestrutura já está montada. Cabe a você apostar ou não.

O que você acha?

Abraços

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