Dupla Elegância


Uma vez, numa conversa em grupo com o Anders Hejlsberg, criador do C# e Turbo Pascal, ele confessou que sua leitura preferida (pelo menos naquele tempo) eram os livros e palestras do Richard Feynman devido a sua clareza e simplicidade em assuntos complexos.

Confesso que também gosto muito dos textos deste importante físico e daí minha pressa em contar para vocês que as palestras dele, filmadas pela BBC, estão disponíveis pela Microsoft Research em http://research.microsoft.com/apps/tools/tuva/index.html (e você ainda testa seu inglês :-)  ).

Vale olhar este site por dois motivos. Primeiro, a própria elegância, humor e brilhantismo do Feynman. Segundo, a interface gráfica do projeto Tuva, onde você pode acompanhar comentários de terceiros, adicionar os seus, fazer procuras, etc. É um excelente exemplo de como a interatividade e a riqueza gráfica pode fazer diferença – neste caso, na educação.

Boa interface é um diferencial competitivo e tenho percebido que existem cada vez mais empresas atentas a este ponto. Nossos parceiros e clientes chegam cada vez mais com bons exemplos de Silverlight. Vejo também um grande interesse no uso dos novos aspectos do Windows 7 (veja em 1, 2 e 3). Com a provável grande aceitação do Windows 7, esta diferenciação começa a ser procurada com grande interesse.

Em tempos de crise, diferenciação é sobrevivência, diria Darwin. Você não concorda?


Comments (4)
  1. Cartaxo says:

    Justamente devido à qualidade da interface, não só em termos de beleza mas, principalmente, em termos de presteza, fizemos um aplicativo de grande porte, todo na tecnologia Smart Client.  No entanto, não tenho visto quase ninguém desenvolvendo Smart Client.  A grande maioria das aplicações é subordinada aos browsers.

    O Smart Client está vivo?

  2. Cartaxo says:

    A tecnologia Smart Client prega a interface rica: beleza + presteza.  Mas não vejo muitas aplicações baseadas nessa tecnologia.

    A Smart Client está viva?

  3. Otavio says:

    Cartaxo,

    Minha opinião? Nenhuma arquitetura morre.

    Como os famosos "patterns" que são soluções adequadas e recorrentes para certos contextos, um estilo de arquitetura também necessita de contexto para adequação.

    O que tenho visto é que smart clients são excelentes em contextos como o de mobilidade onde a conexão nem sempre é garantida  (por exemplo, aplicativos para vendas na rua) ou em que o aplicativo não pode parar caso haja perda de conectividade (por exemplo, PDVs e aplicativos de caixas de banco). Um terceiro cenário é aquele em que o usuário tem que editar rápidamente seus dados para depois sincronizá-lo em batch dev ido a latência da comunicação com o servidor.

    Enquanto cenários como estes existirem, existirão os smart clients, não acha?

  4. Cartaxo says:

    Além desse tipo de cenário, temos a própria mobilidade, exigindo acesso durante vôos ou em lugares sem conexão.  Daí termos pensando em Smart Client o tempo todo.  Mas funcionamos online se a conexão está presente.

    O mais importante é a interface rica.  Entre “puro web”, como chamamos e Smart Client, temos reservado o “puro web”, via browsers, apenas às situações de consultas ou pouca entrada de dados.

    As vantagens do Smart Client vão além das que foram propagadas pela catequese da Microsoft.  O fato de trazermos os dados mais frequentemente utilizados para datasets locais, por exemplo, nos permitiu soluções que seriam impossíveis considerando a base de dados totalmente remota.

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