Crise e falha de projetos de TI


Não sei se vocês leram, mas o Standish Group reportou um aumento no percentual de projetos que falharam no ano passado. Cerca de ¼ dos projetos falharam. 44% dos projetos foram categorizados como “ameaçados” (challenged), isto é, pecaram ou por maior gasto, ou por atraso ou por menos funcionalidades do que o previsto. No fim, 32% dos projetos foram considerados bem sucedidos. Em 2006, 35% foram considerados bem sucedidos, portanto, uma queda de 10%.

Não tive acesso ao relatório ainda, mas a reportagem http://www.computerworld.com.au/article/309383/recession_causes_rising_it_project_failure_rates indica que a crise afetou os projetos por terem ou menos recursos ou pela exigência de um filtro menos complacente, causando um aumento no corte dos projetos “ameaçados”. Faz sentido.

Hora de apostar em melhorias – este é sempre um bom investimento. Pessoal bem treinado, ferramentas e processos produtivos e boa gerência de projeto aumentam em muito a probabilidade de sucesso.

O que você, como arquiteto, está fazendo para modificar este quadro?

 

Abraços


Comments (1)
  1. Olá Otávio,

    Também vi a reportagem e alguns fóruns discutindo as razões que provocaram tantas falhas de projeto.

    Ref.: http://www1.standishgroup.com/newsroom/chaos_2009.php

    Comparando alguns números do CHAOS Summary 2009 com 2006 e 2004 temos:

    Em 2009:

    32% – Sucesso, tiveram sucesso na entrega final;

    44% – Mudaram, devido atrasos, custos acima do orçamento original e com atendimento menor dos requisitos e funcionalidades esperadas;

    24% – Falharam, sendo cancelados ou entregues e nunca usados.

    Em 2006:

    35% – Sucesso;

    46% – Mudaram;

    19% – Falharam;

    Em 2004:

    34% – Sucesso;

    51% – Mudaram;

    15% – Falharam;

    Em resumo, ficamos piores que 2006 e 2004, contrariando as expectativas de muitos analistas do mercado.

    Tentando explicar esses números, algumas discussões na web apontaram para um mau uso de processos ágeis, falhas na adoção de técnicas SCRUM, ou mesmo excesso de micro-gerenciamento devido gerentes PMI. Mas poucos atentaram para a diminuição de investimentos, prejudicando tanto a capacitação das equipes envolvidas como o número de recursos que formam as equipes de desenvolvimento e projeto.

    Pessoalmente, participei de muitos projetos nesses mesmo período (2004 – 2009) e acompanhei muitas entregas com sucesso, aplicando metodologias ágeis ou processos de gerenciamento SCRUM. Realmente, foi possível ver uma melhoria contínua na condução de projetos, em muitos casos aqui no Brasil.

    Considerando o crescente uso de Agile, SCRUM, DDD, gerenciamento, boas ferramentas de desenvolvimento de software, etc, eu também esperava um relatório com números melhores, apesar da crise financeira que de fato pegou o mercado a partir de setembro de 2008, concorda?

    Algumas perguntas que me aparacem:

    – Independente de metodologias, ferramentas e processos, a complexidade dos projetos de hoje aumentou o número de falhas?

    – Qual é a abrangência do Brasil nos relatórios do Chaos Report?

    – Será que o problema está na velocidade de evolução do mercado, que provoca mudanças mais rápidas que os tempos previstos de implantação? Nesse caso, AGILE e SCRUM não seriam suficientes para correções de direção ao longo do projeto?

    Abraço!

    Waldemir.

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