Falando de Public Cloud, Private Cloud e S+S


Foram dois eventos quase que em seqüência.

Primeiro um lançamento de um produto no auditório da Microsoft em São Paulo que já se baseia no Azure (mesmo estando ele em CTP). O produto se chama Promotor Móvel e foi feito pela CSIT Desenvolvimento de Software. A idéia é coletar dados via celular sobre produtos a vendas no mercado e enviá-los para uma base central. Ao final, prover os dados para o Excel para medir questões relativas aos produtos como distribuição, exposição, avarias, faltas, concorrência, etc. No centro, uma aplicação na nuvem com todos os cadastros e responsável por armazenar os dados que podem conter descrições, fotos, etc. A união do celular, Excel e Azure é um exemplo perfeito da visão de Software + Serviços - poder contar sempre com o melhor de cada tecnologia. Como a CSIT visa um universo multi-inquilino e com o provável crescente armazenamento de dados pelos promotores, a elasticidade do Azure cai como uma luva. A Microsoft prometeu para este julho os preços a serem cobrados pela utilização de CPU, disco e rede do Azure. A expectativa é que a economia de escala dos Datacenters do Azure se realizem.

Na CIAB, estive numa apresentação/debate sobre o tema “Cloud Computing e novas tecnologias” com o Gartner e a IBM (Diebold na mediação). Dois pontos me chamaram a atenção. Primeiro que todos afirmaram que o termo “cloud computing” não é bem definido – algo que venho falando há tempos (http://blogs.msdn.com/otavio/archive/2008/09/20/viveremos-e-veremos.aspx). O Gartner luta para corrigir isto dando sua definição, mas parece que o artigo A Break in the Clouds: Towards a Cloud Definition (http://ccr.sigcomm.org/online/?q=node/439) recém citado num documento da McKinsey tornou o sentimento de confusão uma unanimidade.

Um segundo ponto se refere ao novo termo Private Cloud. Outro nome de semântica não muito bem determinada. Mas vamos ao que o mercado está falando... Imagine sua empresa ter o seu Datacenter baseado fortemente nos princípios de virtualização, auto-provisionamento (como no Azure, onde pela web você pode alocar máquinas onde rodarão seus processos e o Azure aloca os recursos para você) e gerenciamento automatizado. Estes parecem ser os conceitos comuns ao Private Cloud.

O que a Public Cloud faz a mais que o Private Cloud não faz? 1) Com certeza você não conseguirá a mesma economia de escala, pois o compartilhamento da infra-estrutura é de uma escala menor – mas a sensação de controle é maior; 2) Ainda não encontrei ninguém ofertando estruturas de armazenamento de alta redundância e particionamento como Tables, Blobs e Queues do Azure ou estruturas semelhantes fornecidas pela Amazon ou Google.

A Microsoft, em particular, está apostando em mais esta alternativa para as empresas. Segundo http://www.microsoft.com/virtualization/cloud-computing/privatecloud.mspx , logo será oferecido um Toolkit gratuito que pode estender uma infra-estrutura (virtualizada com o Hyper-V e gerenciada com o System Centar) com o auto-provisionamento, realizando então seu Private Cloud.

Como uma das promessas do Steve Ballmer é que boa parte da pesquisa e desenvolvimento do Azure chegará aos poucos para o OS Windows do Servidor, posso imaginar que logo você também poderá ter Tables, Blobs e Queues semelhantes ao do Azure na sua TI.

Abraços


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