Prêmio de Interop: BioRider tem como meta reduzir poluição pelo estímulo à carona


O projeto BioRider, desenvolvido pela equipe Uptiva Dreams IT, é um dos finalistas do 1º Prêmio Nacional de Interoperabilidade, organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em parceria com a Microsoft.  Ele integra tecnologias como o Silverlight 3, SQL Server e GMaps a ambientes de redes sociais, como o Facebook, Orkut e MySpace com o objetivo de reduzir os níveis de poluição causada por automóveis através da facilitação e inventivo dos cidadãos a dar e pegar carona.

Além disso, através de sensores espalhados pelo carro, o sistema automaticamente detecta problemas na estrada (tráfego, buracos) e envia essas informações às diversas redes sociais. Dessa forma, os outros motoristas evitarão de trafegar por aquelas estradas.

O Porta25 / IT News conversou com a equipe para saber mais sobre o projeto, como ele surgiu e o que a Uptiva Dreams IT planeja para ele daqui para frente. Confira abaixo a entrevista.

Porta25/IT News Conte-nos um pouco sobre como e quando surgiu a ideia do projeto?
Uptiva Dreams IT – A ideia do projeto BioRider foi esboçada pela primeira vez em 2008, por uma equipe chamada Proativa Team, na ocasião em que eles decidiram competir na Imagine Cup daquele ano. Como o tema da competição era relacionado à sustentabilidade, eles optaram por elaborar um projeto que tivesse como principal objetivo fornecer ferramentas para permitir que cidadãos comuns se engajassem a fim de diminuir a poluição causada pelo tráfego nas grandes cidades. A Proativa Team era formada por Amirton Chagas, Flávio Almeida, João Paulo e Lucas Mello, que são alunos da Universidade Federal de Pernambuco. Em 2009, a equipe aprimorou o projetor e participou da Imagine Cup 2009, chegando às semifinais mundiais da categoria de sistemas embarcados. Em 2010, o time ganhou mais força, pois membros de outras fortes equipes se juntaram à Proativa Team para ajudar a melhorar e embasar melhor o projeto. Esses novos membros foram Daniel Ferreira (UFPE), Hugo Rodrigues (UFPE), Eduardo Sonnino (UNICAMP – SP) e Edmiel Leandro (ETEPAM). Essa junção foi essencial para o projeto e deu origem ao atual nome da equipe: Uptiva Dreams IT.

Uptiva Dreams IT = LevelUp Team + Proativa Team + Virtual Dreams + TryIT

Assim, o projeto ganhou ainda mais força, mais funcionalidades e passou a se enquadrar melhor nas reais necessidades das pessoas e potenciais usuários. Com o surgimento do Premio Nacional de Interoperabilidade e Imagine Cup 2010, decidimos apostar tudo no BioRider.

O que representa para vocês o fato de ter chegado à final do Prêmio de Interoperabilidade?
Isso é o resultado de muito esforço, dedicação e suor. Nós enxergamos as competições como algo que pode nos trazer benefícios a curto, médio e longo prazo. A visibilidade à equipe é o principal benefício, pois a partir disso conseguimos conquistar os demais ganhos.

O que pretendem para o projeto no futuro? Já há previsão de disponibilizá-lo comercialmente ou incrementá-lo de alguma maneira?
Sempre procuramos fazer análises de mercado para nosso produto, desde a sua fase de concepção. Assim, gradativamente, estamos montando seu plano de negócio e hoje já temos uma prévia idéia de como colocaremos nosso produto no mercado. Para esse fim, estamos aproveitando o investimento da Microsoft em sistemas operacionais para veículos (Windows Automotive e Microsoft Auto).

Para vocês, qual a importância da interoperabilidade de tecnologias no atual cenário econômico?
Vemos, cada vez mais, ambientes heterogêneos nas empresas. Há muitas companhias nas quais se vê a predominância de tecnologias de um ou outro determinado fabricante, mas nunca haverá tecnologias desse único fabricante. Então a grande ideia da interoperabilidade é unir o poder de várias tecnologias de diferentes fabricantes para a concepção de um ambiente tecnológico robusto e integrado e o que é melhor: que preserve os investimentos já realizados pela empresa. Desse modo, será feita uma comunicação/interoperabilidade entre os sistemas que ela já possua, evitando que ela precise gastar mais dinheiro com investimentos em novas tecnologias.

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