Taurus troca Linux por Microsoft


Com 60 anos de atuação, as empresas Taurus estão entre os três maiores fabricantes mundiais de armas curtas e, no mercado brasileiro, ocupa a liderança em capacetes para motociclistas e ciclistas. A companhia possuía ambiente tecnológico descentralizado, com as unidades geograficamente dispersas e com gestão de TI independentes, sem contingência nem políticas de segurança definidas. Para reorganizar sua estrutura da empresa, substituiu a plataforma Linux pelo Microsoft Windows Server com Active Directory e migrou dos sistemas de e-mails Notes e Post-Fix para o Microsoft Exchange.

A empresa - que possui divisões empresariais de armas, peças forjadas, blindagens, capacetes, mandrilhadoras e fresadoras; contêineres e papeleiras - também enfrentava problemas, como a dificuldade de uso do Linux por parte dos clientes internos. Após ter passado por transtornos com uma implementação interrompida de correio eletrônico (Lotus), o projeto de certa forma conseguiu recuperar a auto-estima de TI.

"Contávamos com uma plataforma de colaboração mista, envolvendo Linux e Lotus Notes, com boa parte do conteúdo das caixas postais no desktop local", afirma Biagio Caetano, CIO da Taurus. A companhia possuía, no mínimo, dois endereços de e-mails convivendo na empresa, sendo quatro servidores de correio, um em cada unidade fabril. As máquinas trabalhavam com PDC (Primary Domain Controller) e alimentação de tabelas de IP manual, modelo que gerava muito retrabalho e inconsistências.

Os motivos que levaram à escolha da Microsoft foram a estabilidade da plataforma, a simplicidade de uso e a oferta de recursos de mão-de-obra mais abundante. Pesaram também fatores como a boa relação de custo versus os benefícios em médio e longo prazos e, ainda, a independência de fornecedor.

A parceira Microsoft, Processor, conduziu o projeto de migração do ambiente, para o qual envolveu dez pessoas internas de infra-estrutura de TI. O projeto contemplou a implementação, em servidores virtuais, de domínio único baseado no Microsoft Windows Server com controladores de domínio em cada site. Além disso, envolveu a instalação do Microsoft Exchange Server como ferramenta de colaboração, centralizado na matriz e contingenciado por meio de cluster, com a instalação de servidores de arquivos em cada site. No total, mais de 600 caixas de correio foram migradas.

A implementação de controladores de domínios nas filiais visa garantir performance e disponibilidade dos serviços no caso de queda de algum link de comunicação. "Para oferecer mobilidade aos usuários, a empresa adotou o recurso de "cached mode" e Outlook Web Acess (OWA)", lembra Elisa Quadros, assessora de negócios da Processor e responsável pela negociação comercial do projeto com a Taurus.

O trabalho contou, ainda, com a migração do conteúdo das caixas postais do Lotus Notes (IBM) e do PostFix (Linux) para o Exchange 2007 e com a migração do conteúdo dos servidores de arquivos Linux para servidores Windows. Além disso, o projeto contemplou políticas de segurança e cotas de e-mails, atividades de grande importância para o ramo de negócio da empresa.

A adoção do Microsoft Office Sharepoint Server e do Active Directory, recurso do Windows Server, viabiliza controle seguro e centralizado das cinco divisões, e com políticas de segurança extremamente relevantes para as regras de negócio. "Iremos explorar muito o Sharepoint como workflow, reduzindo os trâmites internos de aprovações e uso de papel", detalha o CIO da Taurus.

São inúmeras as vantagens observadas pela Taurus com a nova estrutura: a simplificação de uso, a facilidade de manutenção e a padronização de procedimentos e plataformas. "O tempo de manutenção foi reduzido em 50% se comparado à solução anterior", destaca Luiz Henrique Schwelm, administrador de redes da Taurus. "Hoje podemos trabalhar preventivamente, fato que a plataforma anterior não nos permitia", conta Schwelm.

Biagio aponta como benefícios a unificação do correio eletrônico, a facilidade de adequação do ambiente em caso de novas aquisições de negócios e o controle de toda estrutura de TI em único ponto. Outros ganhos consideráveis também são destacados pelo executivo, a exemplo da redução de cerca de R$ 110 mil ao ano no que se refere a contrato com os fornecedores, e a economia de cerca de 20% no consumo de energia. "O principal ganho na realidade é a adequação ao negócio da empresa, o que ajuda a aumentar a rentabilidade e traz, principalmente, ganhos aos nossos clientes", diz.

Todas essas melhorias vão permitir à Taurus obter velocidade para acompanhar as constantes mudanças do ambiente empresarial e do mercado. Com isso, a equipe de TI deve impulsionar e facilitar a produtividade diária, provendo respostas ágeis e tornando-se uma aliada dos negócios.



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