JBOD: Just a Bunch of Disks


Estava em um reunião para definir a estratégia de storage do cliente, quando alguém comentou (não lembro das palavras exatas, mas era similar a):

“Vocês querem usar um JBOD para guardar os dados?”

Que raios seria um JBOD? Essa é uma sigla curiosa… mais curioso é o seu significado: Just a Bunch of Disks. Essa história já faz 6 anos e vou dizer que foi um grande aprendizado, porque não tinha a menor ideia sobre Storage. Essa foi uma das grandes motivações que levou a estudar esse assunto e curiosamente meus primeiros posts eram relacionados a disco.

A primeira tentativa foi traduzir a sigla JBOD para o português: ABDD – Apenas um Bando De Discos, ou seja, não possui absolutamente nenhum significado.

Logo em seguida, um colega me explicou o básico sobre discos e como que o servidor enxergava. A explicação foi bem didática e começou falando sobre como os discos eram fisicamente adicionados em um servidor. Na realidade, o servidor (a máquina física) não tem espaço para adicionar dezenas de discos, por isso, existe um gabinete específico para adicionar esses discos.

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Esse gabinete estava ligado a um servidor, que enxergava esses discos normalmente como “apenas um bando de discos”. Isso significa que haveria um monte de letras D:, E:, F:, G:, etc… cada um representando um disco físico. Portanto, essa é uma organização de discos denominada JBOD.

Agora sempre que me falam de JBOD (Just a bunch of disks), imagino que seja literalmente a foto acima: um monte de discos disponiveis para o sistema operacional.

Em geral, no mundo SQL Server, não gostamos do modelo JBOD – queremos algo que forneça uma redundância da informação. Daí surge a expressão RAID - Redundant Array of Independent Disks, que fornece a capacidade de paridade ou espelhamento dos discos.

Por fim, deixo uma pergunta para ver se o conceito está claro. Qual a diferença entre o JBOD e RAID 0?

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